A indignação está na maioria de nós. O que falta é união e inteligência estratégica.
Antes de tudo, precisamos reconhecer dois problemas fundamentais:
nós, os eleitores, e os políticos que cultivamos.
A mudança começa em nós. Precisamos assumir nossa responsabilidade como cidadãos livres e conscientes. Isso exige transformação cultural. Quando soubermos claramente o que queremos, poderemos planejar e agir.
Indignação que não produz ação é apenas desabafo.
É hora de parar de esperar por salvadores da pátria. Já fomos enganados demais.
O momento é de mexer no sistema — e isso começa mudando nossa mentalidade.
Os políticos brasileiros transformaram-se em uma casta. Protegem-se, dificultam renovação, representam a si mesmos. Muitos utilizam o espaço público como extensão de interesses privados.
Se queremos mudança real, precisamos levantar uma nova geração — sob novos princípios.
A população sente que o sistema é opressor e corrupto, mas não sabe como reagir. Precisamos preparar pessoas comprometidas com princípios sólidos e oferecer a elas viabilidade eleitoral dentro das regras democráticas.
É mais fácil substituir maus políticos do que esperar que se tornem bons.
Precisamos reduzir o número de políticos e seus privilégios. Temos sido patrões negligentes. Está na hora de exercer nosso poder com responsabilidade.
O Amazonas e o Brasil podem se libertar do carreirismo político, dos caciques e das “raposas” que dominam o sistema. A atual geração política falhou.
Precisamos agir com coragem e levantar uma nova geração, disposta a se submeter ao controle dos eleitores.
Não é necessário um exército. Basta um pequeno grupo determinado para iniciar o movimento.
A mudança exige um compromisso inegociável entre eleitores.
Antes de escolher novos representantes, precisamos definir claramente o que queremos. A partir disso, os candidatos que desejarem apoio deverão aderir voluntariamente a compromissos públicos e objetivos.
Alguns princípios possíveis:
Prefeitos, governadores e presidente não devem disputar novo mandato consecutivo.
Vereadores e deputados poderiam ter apenas um mandato consecutivo adicional.
Menos cargos, mais eficiência.
Retorno ao modelo de dois senadores por estado.
Com correção apenas pela inflação.
Com exigência de qualificação comprovada.
Fim de excessos. Férias de 30 dias como qualquer trabalhador.
Limitação ao mínimo constitucional.
Transparência e isonomia entre candidatos.
Igrejas, cargos públicos, títulos e funções não devem ser utilizados para conquistar votos.
O parlamentar deve representar toda a população, não grupos fechados.
Se votos nulos ultrapassarem 50%, nova eleição deve ser convocada.
Contrato público com prestação de contas permanente e possibilidade de fiscalização social.
Essas ideias podem — e devem — ser aprimoradas. O essencial é começar.
O Brasil não sofre por falta de projetos. Sofre por falta de credibilidade política.
Mudando a política, mudaremos todo o restante. A política é a raiz estrutural. Com o sistema atual, continuaremos presos a alta carga tributária, baixa eficiência e instituições fragilizadas.
Há pessoas honradas que evitam a política porque o ambiente é contaminado. Precisamos criar condições para que a boa política seja possível.
Os rótulos ideológicos tornaram-se instrumentos de manipulação. Muitos políticos alternam discursos conforme conveniência.
Precisamos de políticos pragmáticos — comprometidos com resultados, ética e responsabilidade — não com paixões inflamadas.
Insistir nos mesmos nomes e esperar resultados diferentes é perpetuar o erro.
A transformação exige foco na educação política e no uso estratégico do voto.
A arma é pacífica e democrática: o voto.
Votar apenas em pessoas comprometidas com princípios claros.
Votar contra reeleições.
Negar apoio à velha estrutura.
O golpe mais duro contra a política viciada é a não reeleição sistemática.
Sim, o Brasil tem jeito.
Mas depende de nós.
A pergunta é simples:
Estamos dispostos a agir?